Já fez sua atividade física de hoje?

Inúmeros estudos demonstram a relação entre a prática regular de atividade física e a melhora da qualidade de vida1. Com impactos nos aspectos físicos, psicológicos e sociais ela deve ser estimulada durante toda a vida, principalmente na infância, favorecendo a criação de hábitos saudáveis também na vida adulta.

A atividade física auxilia no desenvolvimento neuropsicomotor em crianças, no crescimento e desenvolvimento das estruturas ósseas e musculares, no gerenciamento de peso, no controle da pressão arterial e na melhora de perfis lipídicos, com a diminuição do colesterol total e aumento do HDL, conhecido como "colesterol bom"2,3. Ela contribui também para a melhora do condicionamento físico, da flexibilidade, da capacidade respiratória e do humor, com a liberação de serotonina2,4.

Porém, apesar de todos os benefícios atribuídos à prática, 46% da população brasileira não atingem o nível de adequação recomendado5. Esse parâmetro, definido pela Organização Mundial da Saúde, OMS, em 2010,  orienta os adultos à prática de pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada ou 75 minutos por semana de atividade física vigorosa6. Essa é a frequência necessária para conquistar as mudanças advindas da atividade regular e para mantê-las.

Portanto, para aumentar a frequência da prática de atividade física, em sua rotina, e manter o corpo e a mente ativos e saudáveis, procure realizar pequenas mudanças como:

  • Procure percorrer distâncias menores, no dia a dia, a pé, deixando o carro, ônibus e táxi para distâncias maiores;
  • Evite ficar por muito tempo em frente à televisão;
  • Quando possível utilize as escadas ao invés dos elevadores;
  • Descubra um hobby;
  • Comece praticando uma atividade que lhe dê prazer.

Além disso, procure um profissional capacitado para instrui-lo sobre o melhor tipo de atividade e sobre a frequência com que deve realizá-lo, visando sempre a prática saudável.

Referências: 1. Carvalho TD, Nóbrega AD, Lazzoli JK, Magni JRT, Rezende L, Drummond FA, et al. Posição oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: atividade física e saúde. Rev Bras Med Esporte. 1996;2(4):79-81. 2. Erlichman J, Kerbey AL, James WP. Physical activity and its impact on health outcomes. Paper 1: The impact of physical activity on cardiovascular disease and all-cause mortality: an historical perspective. Obes Rev 2002;3:257-71. 3. Prado ES, Dantas EHM. Efeitos dos exercícios físicos aeróbio e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína(a). Arq. Bras. Cardiol. 2002; 79(4): 429-433. 4. Chaoulo VF. Efects of acute physical exercise on central serotonergic systems. Med Sci Sports Exerc. 1997;29:58–62. 5.  Brasil. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2017: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. 6. World Health Organization. Global recommendations on physical activity for health. Genebra: WHO; 2010