Mais proteína, menos fome

A proteína é um macronutriente essencial para a formação e para o funcionamento do nosso corpo, que pode ser encontrar em diversos alimentos, como carnes, peixes, ovos, leites e derivados e leguminosas. Entre os papeis desempenhados por ela estão a estruturação e manutenção de ossos e músculos, a produção de hormônios e o transporte de substâncias no sangue 1 .

Outra importante função da proteína é o auxilio no gerenciamento de peso, devido à sua capacidade de promover saciedade 2 . Essa função é atribuída aos seus efeitos no organismo. Por ter a digestão mais lenta do que o carboidrato, ela mantém o individuo satisfeito por mais tempo, ajudando no controle da fome e da ingestão de alimentos ao longo do dia.

Além disso, sua ingestão está associada ao aumento de hormônios que ajudam na regulação do apetite e na redução da grelina, conhecida como “hormônio da fome”, por um período maior do que a provocada após o consumo de carboidratos 3 . Dessa forma, o consumo de proteína pode ser um importante aliado no controle de peso e na redução de doenças metabólicas, como a obesidade 4-6 .

Porém, ao falar de proteína é importante atentar-se a alguns pontos, como qualidade, quantidade e momento de consumo. Proteínas de origem animal, como a da carne, a do ovo e a do leite, são consideradas como sendo de alta qualidade por possuírem quantidades adequadas dos principais aminoácidos. Dessa forma, é interessante priorizar o consumo de boas fontes proteicas.

Com relação à quantidade, de forma geral, deve-se consumir cerca de 1,0 a 1,5 g de proteína por quilograma de peso corporal, por exemplo, uma pessoa com 75 Kg deve consumir de 75 a 112,5 g de proteínas por dia 7. Mas, mesmo essa recomendação é variável, pois existem restrições de acordo com o estado de saúde, como é o caso de indivíduos com doenças renais, e com objetivos específicos, como os atletas e praticantes de atividade física.

Por isso, recomenda-se buscar orientação de um nutricionista para adequar o consumo de acordo com as necessidades, os objetivos e o estilo de vida de cada um!

Referências:
1. Alves CC, Barone MG, Bartels CL, Dock-Nascimento DB, Waitzberg DL. Proteínas in Nutrição oral, enterale parenteral na prática clínica. 5ª edição. Rio de Janeiro, Atheneu : 2017. p 91-99. 2. Martens EA, Westerterp-Plantenga MS. Protein diets, body weight loss and weight maintenance. CurrOpin Clin Nutr Metab Care. 2014;17(1):75-9. 3. Yang D, Liu Z, Yang H, Jue Y. Acute effects of high-protein versus normal-protein isocaloric meals on satiety and ghrelin. Eur J Nutr. 2014;53(2):493-500. 4. Patil P, Mandal S, Tomar SK, Anand S. Food protein-derived bioactive peptides in management of type 2 diabetes. Eur J Nutr. 2015;54(6):863-80.5. Cuenca-Sánchez M, Navas-Carrillo D, Orenes-Piñero E. Controversies surrounding high-protein diet intake: satiating effect and kidney and bone health. Adv Nutr. 2015;15;6(3):260-6. 6. Campbell AP, Rains TM. Dietary protein is important in the practical management of prediabetes and type 2 diabetes. J Nutr. 2015 Jan;145(1):164S-169S. 7. Phillips SM, Chevalier S, Leidy H. Protein "requirements" beyond the RDA: implications for optimizing health. Appl Physiol Nutr Metab. 2016 May;41(5):565-72.